'Tempo e muita paciência', diz jovem que perdeu movimentos das pernas após ser atingida por galho em Curitiba e iniciar tratamento com polilaminina

Ana Beatriz conta como está a recuperação A jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, que perdeu movimentos da perna depois que foi atingida por um galho que ...

'Tempo e muita paciência', diz jovem que perdeu movimentos das pernas após ser atingida por galho em Curitiba e iniciar tratamento com polilaminina
'Tempo e muita paciência', diz jovem que perdeu movimentos das pernas após ser atingida por galho em Curitiba e iniciar tratamento com polilaminina (Foto: Reprodução)

Ana Beatriz conta como está a recuperação A jovem Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, que perdeu movimentos da perna depois que foi atingida por um galho que se soltou de uma árvore na Praça Osório, em Curitiba, disse estar confiante com a evolução após receber a polilaminina, mas ressaltou que o tratamento é um processo gradual. 🧪 A polilaminina é proteína sintética desenvolvida no Brasil e ainda em fase de estudos, com potencial para estimular a regeneração de nervos e tecidos lesionados na medula espinhal. ✅ Siga o canal do g1 Paraná no WhatsApp Quase um mês após receber a medicação e um dia depois de receber alta hospitalar, ela contou em entrevista exclusiva à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que tem percebido formigamento nas pernas, mas destaca que cada paciente responde de uma forma. A declaração foi dada nesta quinta-feira (16). "Estou começando a ter formigamentos intensos e constantes [...] Tenho espasmos, reflexos e estou começando a sentir um pouco quando pegam na minha perna... Mas é um passo de cada vez", ressaltou. Ana Beatriz conta como está a recuperação Reprodução/RPC Ela também agradeceu à médica Tatiana Sampaio, responsável pelo estudo da polilaminina, e à equipe que acompanha o tratamento. Segundo Ana Beatriz, a expectativa em relação à medicação foi sendo ajustada ao longo das conversas com outros participantes do estudo. Ela afirma que entendeu que a recuperação acontece em ritmos diferentes para cada paciente. "A gente vai conversando com outros pacientes também que estão dentro do estudo e vai vendo que é aos poucos, que cada corpo responde de uma forma. Não é do dia para a noite, é um processo, tempo e muita paciência", destaca. Adaptação em casa Jovem que perdeu movimentos após ser atingida por galho de árvore em Curitiba e agradece orações antes de aplicação da polilaminina Reprodução Após receber alta, Ana Beatriz passou a conciliar a rotina de fisioterapias com a adaptação à vida fora do hospital. Ela afirma que o apoio da família, dos amigos e das pessoas que acompanham a recuperação tem sido fundamental, principalmente nos momentos mais difíceis. "Hoje estou bem. Me adaptando ainda às rotinas de casa, das fisioterapias, é muita coisa. Não está sendo fácil [...] Tenho muito apoio e isso está sendo muito importante, até pra parte emocional. Sou muito grata por todo mundo que está orando, mandando mensagens, isso motiva a cada dia", contou. Ela diz que mantém o foco em pequenas conquistas e estabelece metas para o futuro, como recuperar a autonomia, voltar a trabalhar e andar até a data do casamento. Leia também: Contrabando: Homem pede para ir ao banheiro após abordagem da PRF e foge Londrina: Advogada é alvo de operação contra fraude de mais de R$ 3 bilhões em ICMS São José dos Pinhais: Cliente usa IA para simular barata em lanche e pedir reembolso O acidente Vídeo mostra queda de galho que fez jovem perder movimentos em praça de Curitiba Ana Beatriz ficou gravemente ferida no dia 13 de julho, após ser atingida por um galho de uma árvore que caiu na Praça Osório, no Centro de Curitiba. Segundo a família, imediatamente a Guarda Municipal fez um primeiro atendimento, imobilizou a vítima e acionou o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). De lá, Ana foi levada de ambulância para o Hospital do Trabalhador. Ana Beatriz Stubinski, de 22 anos, sofreu ferimentos graves depois que foi atingida por um galho Arquivo Familiar Ela sofreu lesões severas no pulmão e na medula espinhal, entre as vértebras T5 e T6, e perdeu os movimentos das pernas. No dia 16 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a aplicação da substância na jovem. Durante a internação, ela passou por duas cirurgias de alta complexidade: uma para tratar o pneumotórax causado pelo trauma torácico e outra para estabilizar a coluna vertebral. Em nota, a Prefeitura de Curitiba lamentou o ocorrido e informou que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente mantém um programa permanente de monitoramento e manejo da arborização urbana. Caminho para a aplicação da substância equipes médicas identificaram lesões severas no pulmão e na medula espinhal, entre as vértebras T5 e T6 de Ana. Artes/RPC A utilização da substância depende da análise individual de cada caso e da aprovação da Anvisa. Para isso, o paciente precisa cumprir uma série de critérios clínicos. Além disso, conforme a Anvisa, o pedido de uso compassivo, seja direto, seja via judicial, não é feito diretamente para a Anvisa, mas sim para o laboratório patrocinador, neste caso, o Cristália. Caso o laboratório concorde em realizar a doação do medicamento experimental para o paciente, submete um processo para aprovação final da Anvisa. O processo exige que não existam outras opções terapêuticas para o paciente, avaliação e parecer dos médicos responsáveis, histórico clínico e outras informações referentes a cada caso. No caso de Ana, com a evolução clínica e o afastamento do risco imediato de morte, a equipe do Hospital do Trabalhador constatou a ausência de movimentos decorrente da lesão medular e avaliou que a paciente poderia se enquadrar nos critérios para receber a polilaminina por meio do programa de uso compassivo. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.